BloggerArchives> <$BlogArchiveName$> CROCODILANDO: Abril 2008
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  • quarta-feira, 30 de abril de 2008

    Guerra e Futebol

    Guerra e futebol O futebol é um esporte que deve aproximar os cidadãos, criar um clima de congraçamento entre torcedores de todos as camadas sociais. No momento do gol, brancos, pretos, amarelos, bem como, católicos, protestantes, evangélicos e muçulmanos gritam a mesma linguagem: GOOOOOOL. Uns choram, outros riem e gritam desesperados, por outro lado, o desespero se estampa no rosto, ações e gestos dos torcedores adversários. O futebol é um jogo, uma disputa e isso requer um vencedor e um vencido ou mesmo igualdade, quando num sofrido empate. Os dribles, as trivelas, os passes de letra, lances da vaca-louca, bola na trave, carrinho, bola na mão, penalti (ah, o penalti), juiz não vê, juiz vê e não pune, tudo isso e outros mais, são motivos de ovações, xingamentos e alegria transmitidos pelo ribombar do eco do alarido das torcidas. Crianças e adultos envergando as cores do time do seu coração estampam uma enorme e alegre festa. Infelizmente, nesse universo também há figuras outras que comparecem bêbados, drogados ou não, cuja presença é unicamente para estragar o espetáculo. Xingam, agridem covardemente. Ai se um torcedor do time adversário cai em suas mãos. No mínimo vai perder uma boa dose de sangue e ficará marcado pela força dos socos, pontapés e cacetadas, quando não perdem a própria vida. Nas confusões todo mundo apanha, todo mundo agride. Desaparece o ser racional e surge o homem das cavernas, o troglodita implacável e hostil. Talvez sejam ótimos pais de família, cidadãos cônscios de seus deveres e papel na sociedade, mas, na hora do futebol, o estádio se transforma em selva, os jogadores e torcedores adversários são os animais, e os bancos, garrafas, bombas, mãos e pés, dentes e língua, em armas perigosas. Crocodil42

    Os 12 direitos da mulher

    Os 12 Direitos da Mulher Segundo a ONU - Organização das Nações Unidas os direitos das mulheres são: • Direito à vida • Direito à liberdade e a segurança pessoal • Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação • Direito à liberdade de pensamento • Direito à informação e a educação • Direito à privacidade • Direito à saúde e a proteção desta • Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família • Direito à decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los • Direito aos benefícios do progresso científico • Direito à liberdade de reunião e participação política • Direito a não ser submetida a torturas e maltrato. As Nações Unidas definem a violência contra a mulher como: “Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameaças de tais atos, coerção e privação da liberdade, seja na vida pública ou privada”. Existem 3 formas de violência contra a mulher: psicológica, física e abuso sexual. A violência pode ser também institucional, isto é, quando os serviços oferecidos por uma instituição e sistemas públicos são prestados em condições inadequadas, resultando em danos físicos e psicológicos, a saber, longa espera para receber tratamento, intimidação, ofensas verbais, ameaças e falta de medicamentos. Mulher O homem que bate em mulher não só é covarde, como criminoso também. Este e qualquer outro tipo de violência contra mulheres, como estupro e espancamentos são considerados crimes. O responsável deverá ser punido severamente pela Justiça. É necessário que a Justiça tome conhecimento do caso para punir o culpado. Em especial a Delegacia da Mulher, que é o órgão competente para a adoção de medidas iniciais, tais como, abertura de inquérito, solicitação de exame de lesões corporais, etc. Nos casos de separação ou divórcio, separação de fato, a mulher terá direito à pensão alimentícia, desde que prove a sua necessidade. Fatores de agressividade Como o fator que mais provoca violência contra a mulher, sem dúvida o álcool fica em primeiro lugar, seguido do ciúme. Quando entrevistados a respeito dos motivos para a violência contra a mulher, os homens que agridem alegaram desconfiar da fidelidade dela e reprovar não só o trabalho dela em casa como o cuidado com os filhos. Segundo Sérgio Barbosa, do Centro de Educação para a Saúde e da Campanha do Laço Branco, “Nas oficinas com os homens, percebemos que a ‘identidade masculina’ vê a violência como algo quase natural, quase como sinônimo da masculinidade. ‘Homem que é homem, manda’. O objetivo do nosso trabalho é desnaturalizar essa violência, que vai desde obrigar a companheira a servir comida até ter relações sexuais forçadas”. Crocodil42

    Um peso outra medida

    Os ditos crimes fiscais ou sonegação de impostos e contribuições, como o IR e INSS , por exemplo, são alvos de medidas que complicam a vida do cidadão, a saber, a suspensão do CPF, CGC, etc. Esses "castigos" impedem o indivíduo de exercer a cidadania em muitos aspectos, seja abrir conta corrente, poupança, pendurar papagaio em banco, possuir um talão de cheques, efetuar cadastro em lojas, assinar contratos, possuir cartão de crédito, participar de concorrências governamentais, vender e comprar imóveis, alugá-los, requerer benefícios, aplicar na bolsa, etc. O sujeito praticamente não existe. É cruel? É, e muito cruel. A contra partida do governo, ao arrecadar montanhas de dinheiro seria proporcionar um sistema de saúde eficiente e bem estar à população e assim sustar o surgimento de epidemias múltiplas que ceifam vidas e consomem recursos antes destinados a outras áreas de responsabilidade governamental, que podem ajudar no desenvolvimento da população. A prevenção de doenças não deve ser abandonada, como hoje vemos. Infelizmente o governo é carrasco. Uma ação de recomposição devida de benefício leva 20 anos e é paga às mínguas e "se quiser", conforme disse um auditor daquele órgão. Os precatórios se acumulam em misteriosas gavetas, enquanto isso o povo definha, envelhece e fica à mercê da “boa vontade” do governo ou até inchar a pança de corruptos e demagogos, para, talvez, sobrar um pouco para pagar algumas das inúmeras pendências para com os reclamantes. O pagamento dos títulos deve ser feito no prazo máximo de 18 meses, mas, a demora é por falta de punição aos governos e prefeituras. Isso torna o precatório uma dívida fácil. Mas o grande problema são os estados e municípios, o governo federal parcelou a dívida em dez vezes e, até 2009, o valor será, talvez, quitado. A demora prejudica os cidadãos. Hoje a maioria de quem espera pelo pagamento é de baixa renda. Devido ao tempo de atraso, o volume de pessoas com idade avançada está aumentando e também cresce o número de doentes. Até quando se perpetuará a improbidade?

    Em local errado

    Porto - A caçada A trilha subia até o alto da colina bordada de luxuriante vegetação típica da terra norte catarinense: ingás, cerejeiras, cambuís, imbuías e pinheiros, muitos pinheiros. As pinhas estavam maduras e os pinhões despencavam do alto espalhando-se pelo solo. Ali, junto ao forro de pinhões, é que eu devia ficar de tocaia enquanto os cães levantavam a caça. Segurei firme minha espingarda carregada com dois cartuchos de chumbo grosso e escutei o marulhar do vento nas folhas da floresta. Algumas vezes me perguntei: o que fazia as 7,00h de uma branca manhã de geada espessa, de botas e meias que não conseguiam esquentar meus pés e muito menos o resto do meu corpo envolto em ceroulas, camisetas e calças grossas de lã, blusas, japonas e um gorro que me cobria a cabeça? -“Sou louco”, pensei. Podia ainda estar dormindo na minha cama quentinha lá em Porto União. Minha expiração transformava-se num turbilhão condensado em grossas nuvens. O nariz e lábios ardiam como se tivesse passado pimenta neles. -“Por que isso”? Eu não me conformava que tinha ido caçar e matar animais. No caso era uma caçada de veados. Um tropel pesado me fez cortar os pensamentos e lamúrias. Ergui a espingarda, puxei o cão da arma e esperei. De repente, saiu da mata uma cara comprida e peluda, com uma cabeçona enfeitada com um enorme par de chifres galhados. Era um belo animal, pardo, grande e o vapor que saia de sua boca resfolegante era intenso e ressoava no ar. Algo me dizia: -“Pelo amor de Deus não atire”! Não atirei! O magnífico animal passou a poucos metros de onde eu estava e se embrenhou novamente na mata, em liberdade. Ainda olhei o coto de sua cauda enrolando, como se tivesse me agradecendo por tê-lo poupado. Meus companheiros de caçada chegaram e perguntaram: -“Por que não atirou”? Respondi com voz firme: -“Meus dedos estavam duros de frio, não consegui puxar o gatilho da arma”. -“Tá bom, na próxima você consegue”, um deles falou. Nunca mais houve próxima, porque eu sei quem me impediu de atirar, mas não conto. Fica entre mim e Ele!