quarta-feira, 30 de abril de 2008

Guerra e Futebol

Guerra e futebol O futebol é um esporte que deve aproximar os cidadãos, criar um clima de congraçamento entre torcedores de todos as camadas sociais. No momento do gol, brancos, pretos, amarelos, bem como, católicos, protestantes, evangélicos e muçulmanos gritam a mesma linguagem: GOOOOOOL. Uns choram, outros riem e gritam desesperados, por outro lado, o desespero se estampa no rosto, ações e gestos dos torcedores adversários. O futebol é um jogo, uma disputa e isso requer um vencedor e um vencido ou mesmo igualdade, quando num sofrido empate. Os dribles, as trivelas, os passes de letra, lances da vaca-louca, bola na trave, carrinho, bola na mão, penalti (ah, o penalti), juiz não vê, juiz vê e não pune, tudo isso e outros mais, são motivos de ovações, xingamentos e alegria transmitidos pelo ribombar do eco do alarido das torcidas. Crianças e adultos envergando as cores do time do seu coração estampam uma enorme e alegre festa. Infelizmente, nesse universo também há figuras outras que comparecem bêbados, drogados ou não, cuja presença é unicamente para estragar o espetáculo. Xingam, agridem covardemente. Ai se um torcedor do time adversário cai em suas mãos. No mínimo vai perder uma boa dose de sangue e ficará marcado pela força dos socos, pontapés e cacetadas, quando não perdem a própria vida. Nas confusões todo mundo apanha, todo mundo agride. Desaparece o ser racional e surge o homem das cavernas, o troglodita implacável e hostil. Talvez sejam ótimos pais de família, cidadãos cônscios de seus deveres e papel na sociedade, mas, na hora do futebol, o estádio se transforma em selva, os jogadores e torcedores adversários são os animais, e os bancos, garrafas, bombas, mãos e pés, dentes e língua, em armas perigosas. Crocodil42

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